HomeBrasilSTF prorroga inquérito sobre fraudes bilionárias no Banco Master por mais 60 dias

STF prorroga inquérito sobre fraudes bilionárias no Banco Master por mais 60 dias

Ministro André Mendonça atendeu a pedido da Polícia Federal. Operação Compliance Zero apura esquema de R$ 12 bilhões, lavagem de
Andre Mendonça STF MinistroGustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou nesta quarta-feira (18) a prorrogação do inquérito do caso Master por mais 60 dias. A decisão atende a um pedido feito pela Polícia Federal (PF) na véspera, visando a continuidade das investigações sobre um esquema bilionário de fraudes financeiras.

“Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais sessenta dias”, despachou o ministro, ressaltando que as diligências solicitadas são consideradas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos.


📱 Montanha de provas e o rombo de R$ 12 bilhões

Os investigadores argumentam que ainda há um vasto material a ser analisado e periciado. Durante as fases da Operação Compliance Zero, a PF apreendeu computadores, documentos e mais de 100 celulares — sendo oito deles pertencentes a Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master.

A apuração principal foca na fabricação de carteiras de crédito falsas e no desvio de recursos para o patrimônio pessoal dos envolvidos. Estima-se que o esquema criminoso tenha gerado prejuízos que podem ultrapassar a marca de R$ 12 bilhões.

📆 Linha do tempo: As fases da Operação Compliance Zero

Para desarticular a organização, a Polícia Federal dividiu a operação em etapas estratégicas. Confira o histórico:

  • Novembro de 2025 (1ª Fase): Mandados foram expedidos contra a cúpula do Banco Master, incluindo Daniel Vorcaro. A Justiça também afastou o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sob a suspeita de que o banco público teria injetado bilhões no Master em operações fraudulentas.
  • Janeiro de 2026 (2ª Fase): Com foco no rastreamento e na recuperação de ativos, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens. A PF cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em endereços de Vorcaro e familiares, confiscando dinheiro em espécie e carros de luxo.
  • Março de 2026 (3ª Fase): Revelou-se uma estrutura assustadora de coerção e infiltração. A PF identificou a milícia privada “A Turma”, usada para monitorar e intimidar jornalistas e adversários do banco. Servidores do Banco Central também foram alvos por atuarem como “consultores”, vazando informações em troca de propina. Vorcaro foi preso novamente e o STF bloqueou até R$ 22 bilhões em bens.

O grupo investigado deverá responder na Justiça por crimes como gestão temerária, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de obstrução de justiça.

Redação

No Comments

Copyright 2026 Site. All rights reserved powered by site.com